Vila Nova de Foz Côa # dia 37/40

Boa noite exploradores,

Depois de uma noite super tranquila pela Pousada de Juventude de Vila Nova de Foz Côa,   foi hora de uma visita ao Museu do Côa. Fantástico! Patente na primeira sala, a 2ª Global Print 2015, exposição internacional de gravura contemporânea, tornou-se foco da primeira visita do dia. Um edifício muito interessante com uma entrada a afunilar. É intrigante a forma como parece que uma pessoa tem de baixar a cabeça para entrar e no entanto a altura mantém-se sempre a mesma. É um museu feito em betão e no seu interior apresenta espelhos de Ângelo de Sousa, que se situam em vários recantos do museu. Ao longo das paredes vão surgindo pinturas rupestres contornadas a branco.

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O museu do Côa é um centro de interpretação de tudo o que foi encontrado no vale do Côa. Durante a visita guiada tive a oportunidade de conhecer a história das pinturas rupestres, desde a época em que foi feita, até ao modo como foram feitas e quem é que as fez. Ao som de cânticos de tribos fui conhecendo a arte rupestre.

As figuras rupestres são uma arte do Paleolítico que são reconhecidas a nível mundial. Aliás, este é o único local do mundo que tem todas estas gravuras ao ar livre, daí ter sido considerado pela UNESCO, Património Mundial.

As gravuras são feitas com xisto e maior parte das gravuras representam animais, mas o porquê desse enfoque é algo que ainda está por descobrir. Existem 4 espécies dominantes nas gravuras que são os veados, a cabra pirenaica, o auroque e o cavalo. De todas as gravuras encontradas, apenas 18 são representações da figura humana. É engraçado observar que a figura humana era caricaturada e a dos animais era bastante real.

Interessante também é pudermos observar que naquela altura já conseguiam transpor para as gravuras o movimento, gravando os animais com várias cabeças.

A exposição dos utensílios que eram utilizados na altura também é algo interessante para se conhecer, assim como a exemplificação de um acampamento do paleolítico.

Bem, tinha muito mais para contar deste museu, mas deixo isso para terem curiosidade em conhecer.

Para além do museu em si, todo o envolvente é magnífico. As vistas sobre o rio Douro e sobre as vinhas são de cortar a respiração.

Com horário a apertar, peguei nas malas e segui rumo até Bragança. Bragança faz parte da minha juventude. Foi nesta cidade que fiz o ensino Secundário e onde teve início a minha carreira profissional. Dadas as boas-vindas à Pousada de Juventude de Bragança e com a barriga a dar horas, foi hora de ir “matar saudades” do restaurante “O Copinhos”. Uma das paragens obrigatórias para quem visita Bragança! Os melhores petiscos do distrito de Bragança estão entre as quatro paredes que carregam os inúmeros objetos encarnados! Proprietários e fundadores desta grande casa, Francisco e Fernanda são “mais conhecidos que os tremoços”! Só vivenciando o ambiente da casa é que conseguirão sentir o verdadeiro espirito do “Copinhos”! Depois desta fantástica almoçarada dirigi-me ao Centro de Arte Contemporânea Graça Morais. Um local muito agradável, com uma esplanada à sombra e com uma trepadeira a subir pela parede branca acima. Um momento bem passado na companhia de alguns amigos. Amanhã será feita uma visita ao Centro de Arte Contemporânea.  Após este agradável convívio foi hora de matar saudades da zona histórica! Um passeio entre a Praça da Sé e a Praça Camões na companhia do pôr-do-sol, tornou-se também palco de alguns reencontros.

A 300 metros da Pousada de Juventude, encontra-se a loja Grab&Go/Bragança. Com uma diversidade de ofertas, este tornou-se o local para recarregar energias! Um projeto de jovens locais empreendedores os quais trouxeram à capital de distrito este conceito inovador que se tem espalhado por todo o País!

Para o último manjar dos Deuses do dia, o local escolhido é o Restaurante Poças! Situado numa das artérias da zona histórica de Bragança, o Restaurante Poças mantém de forma bem notável o seu fantástico profissionalismo e rigor na qualidade no serviço e atendimento. Atualmente considerado o restaurante mais antigo da cidade, Dina Mesquita assume a 2º geração deste projeto. Mas atenção, Arnaldo Mesquita mantém o seu espirito jovem continuando ainda de mesa em mesa a conviver com os seus habituais e novos clientes!  Aqui, o ex-libiris é a cozinha tradicional Transmontana confeccionada sempre com os produtos originais da Região! Visitem Bragança, vão ficar surpreendidos com a qualidade e espírito das nossas gentes!

Amanhã,antes de partir para Guimarães, irei explorar os diversos museus da cidade.

Juntos, vamos #explorarPT!

Rui Manuel Ferreira

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