Vila Nova de Cerveira # dia 32/40

Boa noite exploradores,

Depois de uma noite ao som da chuva, parti em direção à Vila das Artes, Vila Nova de Cerveira! Na chegada à Pousada de Juventude fiquei encantado com o seu edifício. Situada na antiga escola primária de Cerveira, construída em 1919. É uma pousada muito acolhedora, com uma decoração muito moderna e alegre.

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De realçar que todos os quartos, independentemente da sua tipologia, possuem casa-de-banho privada.  Numa das suas paredes é possível observar dois quadros expostos oferecidos por um cliente Japonês. Esta é a história de mais um Caminheiro, proveniente do Japão, que optou pela Pousada de Juventude para descansar dessa grande aventura até Santiago de Compostela. Apesar dos 8 anos de existência, esta Pousada de Juventude continua a ser um espaço bastante cuidado. Depois de uma atenciosa receção, decidi seguir as indicações sugeridas por esta. Comecei o roteiro com uma volta de bicicleta em direção ao Aquamuseu, passando bem junto ao rio Minho e observando a diversidade de paisagens verdes. No Aquamuseu tive o privilégio de ter uma visita guiada efetuada pelo diretor do museu, o Dr Carlos Antunes, que me explicou a história e evolução deste espaço.

O museu está aberto ao público desde 2005, e é constituído apenas por peixes existentes no rio Minho (Península Ibérica). A ideia inicial deste projeto era apoiar a investigação do rio Minho, uma vez que este rio não era considerado de grande interesse. Deste modo, este aquário é considerado o único em Portugal que está referenciado a um rio. Está organizado de forma a idealizar uma viagem ao longo do rio, desde o leito, ao estuário e à foz. Portanto, é possível observar-se peixes de água doce e peixes de água salgada que navegam também em águas doces.

São apresentadas diversas espécies de peixes, desde o pequeno “peixe mosquito” e “esgana-gata” até aos grandes peixes, “salmão” e “carpa”. Ao longo da visita, o Dr. Carlos Antunes foi referindo algumas curiosidades, como por exemplo, o facto deste rio apresentar uma grande biodiversidade, aproximadamente de 55 espécies. Outra curiosidade remete para a quantidade de lampreias que se pesca num bom ano, sendo 20 000 o número registado.

No final da visita ao aquário, fui dar a um corredor todo envidraçado por onde pude avistar duas lontras inseridas num habitat verde com uma lagoa ao centro. Acabei por ir para além do vidro para ver as lontras bem de perto. Uma experiência encantadora!

Ao fundo do corredor encontra-se uma “Guarita”, que era um espaço resguardado, onde os vigilantes se encontravam para controlar o contrabando que havia na pesca.

Para terminar a visita, existe uma exposição relativa aos materiais utilizados pelos pescadores, desde os barcos, às lanças, redes, e outras armadilhas. Foi sem dúvida uma visita muito rica e com informação bastante pertinente.

Com o tempo chuvoso, peguei na bicicleta e regressei à Pousada, passando por uma das peças artísticas do Museu Bienal, o “Holocausto”. Conheci um jovem casal de Gondomar, o David e a Patrícia, que se encontram pela segunda vez nesta pousada visto que da primeira vez ficou muito por explorar. David frisou também que a gastronomia desta vila é muito boa.

Continuando a minha exploração por Cerveira, dirigi-me até ao Museu Bienal. Quadros, esculturas, uma diversidade de peças internacionais. Para o final da exposição ficaram as oficinas e ateliers, que para mim foi a parte mais interessantes, uma vez que, para além da peça em si, ver a obra a nascer e os seus artistas é muito mais lisonjeador. Como toda a envolvência é emocionante, a Teresa acabou por comprar uma pequena tela da autoria de Cabral Pinto. Outros pintores estavam presentes, como Ana Maria, Margarida Leão e Fernanda Araújo.

Terminada a visita pelo museu, e como sou um bom degustador do que de bom as vilas têm para oferecer, fui até à confeitaria Vila D’Artes para provar o doce tradicional de Cerveira, o Cerveirense. Nem em dias chuvosos, as esplanadas desta vila deixam de estar carregadas de gente ao abrigo dos guarda-sóis.

Para terminar a minha tarde dirigi-me até ao cimo do monte onde me deparei com o grande Cervo. Uma paisagem linda sobre o rio Minho e Vila Nova de Cerveira. Daquela altura pode-se dar asas à imaginação e ver-se a ilha em formato de coração. Um sítio romântico portanto!

Bem no coração de Cerveira encontra-se, com uma esplanada de fazer inveja, o restaurante “Central”. Aqui também se respira arte, a arte de bem cozinhar e degustar! Um caldo verde para aquecer o estômago depois de umas belas entradas. Para quem gosta, torna-se obrigatório a degustação do galo de cabidela. Este torna-se o ex-líbris deste espaço tão acolhedor!  Esteja sol ou chuva, será sempre uma sensação fantástica degustar a bela gastronomia preparada entre aquelas quatro paredes. Conceição Pires, deixou a sua terra Natal, Ponte de Lima, para se dedicar 100% a este projeto! Para terminar este belo repasto, segui a sua recomendação e degustei um fantástico arroz doce acabado de fazer! Já sabem, se visitarem Vila Nova de Cerveira façam uma paragem no restaurante Central! Não se vão arrepender!

Bem, amanhã vou estar por Melgaço! Espero pelas vossas sugestões.

Juntos, vamos #explorarPT!

Rui Manuel Ferreira

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