Ponte de Lima # dia 31/40

Boa noite exploradores,

Com o tempo chuvoso e um tanto ventoso, parti para Ponte de Lima, a vila mais antiga de Portugal!

Na chegada à Pousada de Juventude foram-me sugeridos vários locais a visitar. Nesse sentido, iniciei a minha aventura. Comecei o roteiro de hoje rumo à Lagoa de São Pedro. Numa das pontas da lagoa encontra-se uma torre, feita em madeira, com umas escadas também em madeira por onde subi para alcançar uma panorâmica do local. Fantástico!

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De regresso à vila, parei para “piquenicar” no imenso relvado junto à ponte romana, ao som das badaladas. Com o sol a espreitar decidi ficar mais um pouco na companhia desta fantástica paisagem. As ruas e praças desta vila são repletas de jardins com coloridos canteiros. Bem escondidas nos candeeiros, das colunas, sai uma coletânea de música portuguesa que se propaga pela vila. Fantástico como pequenos pormenores como este conseguem marcar e afirmar as nossas tradições e origens.

Ao longo do passeio fui dando de caras com troços de muralha que se encontram dispersos pela vila, junto à praça da Picota e da Igreja Matriz. Numa das ruas  avistei a loja “Antiga Casa do Rei”, onde pude observar a roupa tradicional minhota e um tradicional tear. Os coloridos lenços, as peças em linho, os coletes e os aventais, tudo feito à moda antiga. Um local recheado de histórias e com um espirito de quem sabe verdadeiramente receber! Recomendo uma visita.

Depois de explorar o centro de Ponte de Lima, decidi passar a ponte romana sobre o rio Lima, local de passagem para muitos caminheiros. Mesmo junto à ponte existe o Museu do Brinquedo Português. É um edifício antigo,remodelado, com um espaço exterior muito acolhedor. No espaço exterior deste edifício existe uma loja de cerâmica do artista Joaquim Esteves. Há 7 anos que realiza peças neste material. Um ponto de passagem obrigatório antes de se iniciar a visita pelo Museu do Brinquedo Português. De volta ao museu, decidi, por sugestão da receção, visualizar um filme documentário acerca da história deste espaço. Muito interessante de facto, uma vez que com esta introdução fiquei a perceber a evolução do brinquedo e a origem deste projeto! No rés do chão a viagem no comboio de zinco leva-nos a conhecer a história de alguns dos mais importantes fabricantes nacionais de brinquedos. Um museu encantador com todo o tipo de brinquedos, desde bonecas, a carros, soldadinhos de chumbo, jogos, entre muitos outros. Um óptima opção para uma visita em família que acaba por se tornar num encontro de gerações em prol de cada infância!

No final do percurso, fui dar a um dos jardins, junto ao qual se encontra a Oficina Rocha Brito (homenagem a um fabricante de brinquedos Portugueses). Neste local conheci Carlos Anjos, um  dos maiores colecionadores de brinquedos em Portugal! Vai onde for preciso para conseguir aumentar a sua coleção de brinquedos que já vai nas 30 000 peças. O museu foi construído graças à coleção deste senhor. Nesta sala consegue-se observar diferentes tipos de brinquedos que necessitam de remodelação, como é o caso de uma casa das bonecas, de 3 pisos, que integra o leque de brinquedos fabricados nos anos 70. Se por acaso tiverem algum brinquedo que esteja a ganhar pó, contactem Carlos Anjos e com sorte acabarão por ver a vossa peça exposta no museu! Na sala ao lado está exposta uma enorme maqueta de uma cidade imaginária, em movimento. Com tanto pormenor, tanta diversidade e vida própria, esta maqueta traduz-se na conjugação de tudo o que engloba uma cidade real. Mais uma das valiosas peças da coleção de Carlos Anjos. Para terminar a visita, entrei na sala  que tem patente a exposição “Brincançar, Jogos e Tradições”. Mais um espaço que nos faz viajar no tempo, que possui todos os jogos de origem “100% Portuguesa”. O jogo do saco, do lenço, da corda, do peão, da malha, da macaca, entre muitos outros. Diversos jogos que marcaram a minha infância vivida na minha terra natal (Freixo de Espada à Cinta).

Bem, de coração consolado, dirigi-me até ao Festival Internacional dos Jardins de Ponte de Lima. Distinguido com o título Garden Tourism awards – prémio internacional atribuído a organizações mundiais, que se destacam no desenvolvimento e promoção dos jardins enquanto atração turística, o Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima está a celebrar a sua 11ª edição, com o tema a “Água no Jardim”. Um espaço repleto de jardins oriundos de todas as partes do globo. Jardins estes bastante originais, uns com flores, outros com apenas esculturas, imensos relvados e a utilização da água de diversas formas. Fantástico observar as diferentes visões consoante as ideologias e localização geográfica de cada autor. Uma óptima sugestão de visita para quem não tem pressa em olhar para os ponteiros do relógio!

De mãos dadas com o jardim, encontra-se a piscina de Ponte de Lima. Com vista sobre o rio Lima, um grande relvado em seu redor e umas belas ramadas a servirem de sombra, esta piscina torna-se num dos locais de maior azáfama e procura,nesta altura, da vila.

Amanhã continuarei  a explorar a região do Minho! Estarei por Vila Nova de Cerveira!

Espero pelas vossas sugestões!

Juntos, vamos #explorarPT!

Rui Manuel Ferreira

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